Abertura em colapso técnico. Nasdaq (^IXIC) desaba 5,52%, arrastado pelo pânico regulatório em IA. S&P 500 perde 4,36%, maior tombo desde abril de 2025. VIX recua 2,27% para 27,54 — sinal de que o pico do medo pode ter passado no intraday, mas NQ=F futuro já opera em alta de 1,47%, sugerindo tentativa de recuperação técnica. Ouro cede 1% a US$ 4.072. Dólar forte contra libra (-0,59%) amplia pressão sobre emergentes. Na minha leitura, o mercado precifica uma mudança estrutural no discurso do Fed após o anúncio de Warsh sobre reforma nas reuniões do FOMC.
Taiwan (EWT -11,54%) e Coreia do Sul (EWY -13,46%) lideram perdas globais — exposição direta a semicondutores e riscos de regulação de IA. Japão (EWJ -5,97%) acompanha o tombo tecnológico. Emergentes (EEM -5,79%) sofrem com fuga para qualidade. Chile (ECH -3,25%) cai menos que pares, mas ainda pressionado. Europa periférica: Holanda (EWN -3,48%) e Estados Unidos (EUSA -3,33%) — correlação alta com o sell-off americano. Para o Brasil, cenário possível de abertura negativa no Ibovespa, com real sob pressão do flight to quality.
MELI despenca 12,05% a US$ 1.530, afetado pelo pessimismo generalizado em tech Latam. TSM tomba 10,78% — epicentro do medo regulatório em IA. ASML cai 9,33%; ARM recua 13,08%. Lado comprador: Toyota (TM +9,35%) e Sony (SONY +6,13%) sobem com rotação para valor/defensivos. INFY sobe 4,58% — possível hedge em TI indiana. SHOP perde 6,06%. Na minha leitura, o movimento sugere realocação massiva de growth para valor, com impacto direto em ADRs brasileiros de tecnologia.
06/11 10:30 [HIGH] Nonfarm Payrolls (USD) — real 165k vs. prev 65k
06/11 10:30 [HIGH] Unemployment Rate (USD) — real 4,1% vs. prev 4,2%
06/11 10:30 [HIGH] Average Hourly Earnings (MoM) (USD) — real 0,4% vs. prev 0,3%
Eventos já divulgados mostraram payroll muito acima do esperado, o que pode explicar parte da aversão ao risco (Fed mais hawkish). Próximos destaques: 12:00 (MEDIUM) Michigan Consumer Sentiment e Inflation Expectations.
Reforma do FOMC anunciada por Warsh — sinal de mudança na comunicação do Fed, possivelmente mais restritiva. Nasdaq sofre maior queda em 19 meses com temor de regulação de IA. Commodities: ouro cai, petróleo em queda semanal acentuada após eleições de meio de mandato nos EUA, com riscos geopolíticos no Golfo Pérsico. Apple reporta receita recorde de US$ 114 bi no Q4, mas Microsoft sobe 4% com guidance de cloud forte. S&P 500 perdeu US$ 1,5 tri em valor de mercado — maior destruição desde 2025. Na minha leitura, o payroll forte reforça a narrativa de juros altos por mais tempo, pressionando múltiplos de tecnologia.
Correlação negativa entre VIX e índices quebrou — VIX caiu enquanto S&P despencava, indicando possível exhaustion de vendedores. Futuros do Nasdaq (NQ=F) em alta de 1,47% sugerindo cover de shorts. Bitcoin cai 5,02% a US$ 75.583 — correlação com tech cresce. Dólar forte (GBPUSD -0,59%) pressiona BRL. Para o Brasil, cenário: Ibovespa pode tentar absorver choque externo com suporte em commodities, mas real deve abrir mais fraco. Na minha leitura, o payroll forte + reforma do Fed cria cenário de "good news is bad news" para ativos de risco.
Nível de 26.500 no NDX como suporte crítico — perda pode acelerar vendas. Payroll já digerido; atenção ao Michigan Sentiment (12:00) para verificar resiliência do consumidor. Fala de Williams (Fed) e Bowman (Fed) após os dados — qualquer tom hawkish adicional pode quebrar a recuperação dos futuros. Para Brasil: monitorar fluxo estrangeiro e prêmio de risco cambial. ADRs de tecnologia brasileira (MELI) como termômetro local. Na minha leitura, chance de repique técnico, mas com viés de baixa estrutural enquanto o Fed sinaliza aperto.